Era 17h05 do horário de Brasília quando Lionel Messi rolou para o canto direito do goleiro da Áustria e fez o estádio de Kansas City explodir. Não era um gol qualquer. Com aquela finalização precisa, o craque argentino igualava o recorde de Miroslav Klose — 16 gols em Copas do Mundo — mantido intocado por 12 anos. Faltava apenas mais um.
Ele viria aos 71 minutos. Uma jogada individual de antologia: dribla dois marcadores na entrada da área, corta para a direita com a perna esquerda e bate no ângulo. Sem chance para o goleiro. Gol número 17 em Copas do Mundo. Novo recordista absoluto da história.
"Estou muito feliz pelo recorde, mas o que importa é a Argentina passar de fase. Isso é para o meu povo." — Lionel Messi, após o apito final
O feito é ainda mais impressionante quando se analisa o contexto: Klose precisou de 24 jogos em 4 Copas para atingir 16 gols. Messi chegou a 17 em 6 edições — com a Copa de 2010 sendo a única em que não balançou as redes, num período em que a Argentina ainda buscava seu sistema de jogo ideal em torno de seu maior talento.
A trajetória começou tímida em Alemanha 2006, quando Messi tinha 18 anos e marcou 1 gol saindo do banco. Em Brasil 2014 chegou à final com 4 gols e o prêmio de melhor jogador do torneio. Em Catar 2022, finalmente levantou a taça com 7 gols — a Copa mais esperada da geração. E agora, em 2026, com 38 anos e reflexos que desafiam a idade, reescreveu os livros de história.